A extração do azeite de oliva é feita desde o período neolítico (4000 a.C. a 2000 a.C.), quando existiam somente as oliveiras selvagens que ocupava grandes áreas de bosques. Os frutos eram poucos e pequenos, os processos de extração primitivos, o que tornava necessária uma grande quantidade de azeitona para extrair 1 litro de azeite, um produto de “luxo”, portanto. Em escavações arqueológicas feitas na ilha grega de Santorini foi encontrada uma mó muito antiga, que data da época da civilização micênica no período Heládico, entre 1600 a.C. a 1200 a.C. Essa mó é constituída por duas grandes pedras do mesmo tamanho, uma côncava e outra convexa. Para extrair o azeite, espalhavam-se azeitonas sobre a primeira pedra e deixava-se, depois, cair sobre ela a segunda. Os frutos assim esmagados formavam uma pasta, composta de azeite, bagaço e água de vegetação (em italiano, acqua di vegetazione). Essa pasta era, então, colocada em cestas rasas, de vime ou outra fibra vegetal, que se sobrepunham de modo que o peso de uma sobre a outra exercia uma certa pressão, com o que a polpa ficava retida e a água de vegetação e o azeite escorriam para um grande recipiente de decantação. Depois de algum tempo em descanso, o azeite e a água se separavam, por terem densidades diferentes.
Um outro método muito antigo é o uso de lagares, tanques de pedra onde as azeitonas eram despejadas e, logo em seguida, amassadas com paus ou outros utensílios apropriados, precursores da mó.
No apogeu da civilização romana, a olivicultura era um dos setores agrícolas mais desenvolvidos. Na época imperial, o azeite de oliva era abundante e de preço acessível, sendo muitas vezes distribuído gratuitamente aos mais pobres.
O azeite sempre exerceu uma grande atração sobre os homens, por suas indiscutíveis qualidades nutritivas, terapêuticas e cosméticas, que já foram exaustivamente confirmadas pela ciência. Desde tempos bastante remotos, o produto foi empregado para curar feridas e suavizar irritações da pele, conservar outros alimentos, como base de cosméticos e óleos perfumados, e também para embalsamar cadáveres.
Como o azeite tem a vantagem de poder ser extraído por métodos naturais, sem a necessidade de aditivos ou solventes, sua qualidade depende de apenas três fatores: a qualidade das azeitonas, a tecnologia de extração e os cuidados na embalagem e na conservação.
As azeitonas que vão para o lagar não devem estar muito verdes nem excessivamente maduras: precisam ser saudáveis, sem qualquer praga, estar inteiras, não amassadas e nem ter sido geladas.
Os cuidados com a cultura – poda, adubação, irrigação e colheita – são elementos importantes para determinar a qualidade do azeite, do mesmo modo que a variedade do cultivar e as condições do solo, relevo, temperatura e índices pluviais. Mas o transporte e a conservação das azeitonas, são com certeza, as fases mais críticas de todo o processo de produção.
Para produzir o azeite a primeira coisa que se faz é lavar bem as azeitonas, para tirar resíduos de terra, folhas e galinhos maiores. A seguir, passa-se à moagem e à separação do azeite da pasta de azeitonas. Os métodos para esse processamento devem ser selecionados com grande critério, dentre os inúmeros hoje disponíveis, porque a qualidade do produto final será fortemente influenciada pelo sistema utilizado para extrair o “ouro líquido”.
Uma vez completamente pronto, o azeite deve ser conservado em recipientes de aço inoxidável, de vidro ou de cerâmica esmaltada, em local escuro e fresco, para que não se oxide.

